domingo, 20 de janeiro de 2013

EDUCAÇÃO X INFRAESTRUTURA NO GOVERNO DILMA

      Quando se fala em "melhorar um país", qual o clichê apontado por 100% das pessoas? TEM QUE INVESTIR NA EDUCAÇÃO!
Bem, entretanto, não parece ser esse o pensamento da imprensa (ou boa parte dela) quando se trata de governos que não estejam em sintonia com seus interesses.
     Dados (ainda não oficiais) mostram que o governo Dilma tem investido muito mais nas áreas da educação e social do que em setores que rendam um maior crescimento econômico. Sem querer entrar no mérito da questão sobre a qualidade dessa educação, o que parece é que, realmente, quando o assunto é gastar dinheiro, o governo da presidente voltou-se um pouco mais para essa área.
        Mas, percebam o tratamento que é dado a essa notícia. O texto aponta, em sua maior parte, o quanto o governo DEIXOU DE INVESTIR em determinados setores, dedicando apenas algumas linhas ao INVESTIMENTO NA EDUCAÇÃO. Ou seja, podemos facilmente enxergar como a tendência, aqui, é dizer "vejam como o governo Dilma está DEIXANDO de investir na infraestrutura". As linhas dedicadas a relatar o investimento do governo na educação e no social assumem um reles papel de servir como uma espécie de "causa" dos males enfrentados pelas áreas em que, geralmente, os poderosos adoram que se invista. Afinal, construções e obras faraônicas são as meninas-dos-olhos de quem adora uma roubalheira. E, ainda que não o fosse, quando o governo não goza da simpatia da imprensa, a educação estaria "atrapalhando" até mesmo por estar tirando dinheiro de áreas muito mais importantes como a produção de shampoos para carecas.
       Para você que acredita em coisas como imprensa imparcial, papai noel e coelhinho da páscoa, leia o texto!

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1217505-sob-dilma-infraestrutura-perde-e-educacao-expande.shtml

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

BRIGAS DE BANCADAS

    "Bancada gay", "bancada da bala", "bancada sindicalista", "bancada evangélica". O Congresso Nacional virou uma praça de guerra entre grupos defendendo seus interesses.
Em entrevista ao Roda Viva da última segunda-feira (14/01/2013), Fernando Gabeira disse uma coisa para se pensar. Segundo ele, a política brasileira vive um momento em que existe uma luta muito mais engajada na defesa de interesses de pequenos grupos do que interesses que tenham objetivos mais abrangentes. Claro, como se trata de uma briga travada em urnas, dá-se a ela um caráter "democrático". Ou seja, por mais escroto que possa ser, é legal e legítimo.
    O que vemos é uma ferrenha luta para que individualidades não sejam respeitadas, sequer toleradas, quando estas vão de encontro às doutrinas religiosas ou aos comportamentos reacionários. Os discursos excludentes pipocam a todo momento, fazendo, assim, com que grupos exclúidos busquem eleger representantes que lutem pelos seus ideais. Posteriormente, trava-se a briga entre grupos que querem (e precisam) ser ouvidos e respeitados e grupos que tem o objetivo único de tolher as individualidades daqueles que não compartilham da mesma crença, doutrina ou ideal. Assim, a discussão que poderia trazer um avanço social, científico, enconômico, tecnológico, concentra-se em discutir temas que mostram cada vez mais como somos um país que ainda engatinha nessa brincadeira chamada "democracia".
     O pastor-deputado (ou deputado-pastor, nem sei mais o que esse povo faz), do link em anexo, diz que propostas como "casamento gay" jamais serão aprovadas porque a câmara é composta, em sua maioria, por pessoas "conservadoras" e que o Brasil é um país "Cristão". Não, não somos um país "Cristão"!  O Brasil é um país que adotou um modelo político no qual Estado e igreja são coisas distintas e um não determina os rumos do outro. Bem, infelizmente, isso fica apenas no campo ideológico. Temos uma vocação incrível para elegermos representantes que reproduzem pensamentos de tempos medievais e que colocam doutrinas e, por que não dizer interesses econômicos disfarçados de fé, acima de tudo.

http://m.congressoemfoco.uol.com.br/noticias/candidato-evangelico-quer-derrotar-gays-no-voto/

O CARNAVAL DA (PARA) ELITE

    Gosto bastante de olhar para as coisas que acontecem, buscando nelas um reflexo da sociedade e sua dinâmica. Por isso, por mais que digam que tal coisa seja uma porcaria, acho que se deve lançar sobre ela um olhar de busca de entendimento sobre outra coisa mais além.
     Por exemplo, estava pensando sobre o Carnaval. Como, por quem, por quê é feito?
Já percebram que o Carnaval (aquele do eixo Rio-SãoPaulo) é uma festa que começa a ser divulgada após as festividades de ano novo, assim, ficando pouco mais de 1 mês e meio em evidência? Entretanto, o Carnaval, nas comunidades onde são feitas as fantasias e as alegorias, começa a ser concebido tão logo acabe o desfile do ano vigente. Ou seja, o Carnaval de 2014 já começa a ser planejado na quarta-feira de cinzas de 2013.
   O trabalho é longo, árduo e envolve muita gente da comunidade. Anônimos! Pessoas que estarão escondidas debaixo das pesadíssimas fantasias de quem desfila nas alas e na bateria.
     Os destaques? Atrizes, modelos, esposas de diretores de emissoras, ex-BBB's! Sim! O trabalho é feito por pessoas simples, do morro, da comunidade. Eles estendem o tapete vermelho para o desfile das pessoas que atraem os olhares, o IBOPE. Tantas e tantas mulheres lindas que são preteridas por serem pobres e anônimas, dando lugar às siliconadas, às globais.
     Seria muito devaneio de minha parte enxergar nisso a imagem da Tia Anastácia, dando duro no fogão, enquanto a Dona Benta ganhava os louros pela deliciosa receita? 
    Deixo abaixo o link de uma música do Zé Geraldo que diz um pouco a respeito de como é você trabalhar, se entregar a alguma coisa e vê-la se transformar em algo do qual você parece não fazer parte.

http://letras.mus.br/ze-geraldo/68686/

QUEBRA QUEBRA!!!!!

Enquanto apenas um quebrar, a mobilização será para resolver o problema da segurança.
Quando todos quebrarem, aí a mobilização será para melhorar o atendimento.
Enquanto isso...

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/01/17/homem-se-irrita-com-demora-e-arrebenta-computadores-de-unidade-de-saude-em-curitiba.htm

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

CONVERSA SOBRE EDUCAÇÃO

Segue abaixo o link de uma entrevista dada por mim e pela minha amiga, Karina Sacardo, sobre os cursos de pedagogia e nossa atuação como professores. Espero que gostem!

http://www.youtube.com/watch?v=MFRdj4hQT9Q

RACISMO X DINHEIRO

      Quem não se comove com os jogadores (geralmente os capitães) lendo aquele lindo discurso, preparado pela FIFA, antes dos jogos de competições oficiais da entidade? Pois bem, em jogo amistoso na Itália, o jogador do Milan, Kevin-Prince Boateng, retirou-se de campo após sofrer insultos racistas por parte da torcida do time adversário. Solidários ao companheiro, o time inteiro do Milan o acompanhou e a partida foi encerrada.
       O presidente da UEFA, Michel Platini, condenou a atitude do clube, dizendo que tal conduta não resolve o problema do racismo. CONCORDO PLENAMENTE!
Entretanto, tal conduta faz com que uma atitude seja tomada de vez por todas por parte dos dirigentes de futebol, pois o racismo não se combate com "faixinhas" ou "blá, blá, blá" de jogador. As entidades e os clubes precisam sentir o problema no bolso.
     Campeonato parado significa dinheiro que não circula. Atinge as TV´s, patrocinadores, clubes, empresários. É um efeito-cascata capaz de causar um verdadeiro colapso na indústria que se tornou o futebol.
         Muito bom, Boateng! Muito bom, Milan! Parem tudo!